
Como estamos ‘programados’ para persistir e por que, às vezes, é heroico desistir https://flip.it/PrgFHf
O fenômeno do entrapment, ou “aprisionamento”, é uma faceta intrigante da natureza humana. Jeffrey Z. Rubin, um psicólogo especializado em resolução de conflitos, forneceu um exemplo impressionante desse fenômeno ao tentar escalar uma montanha, mesmo quando a visibilidade era quase nula. Sua história ilustra como, muitas vezes, nos mantemos presos a situações ou projetos, mesmo quando os sinais indicam que deveríamos desistir.
Annie Duke, psicóloga e ex-jogadora profissional de poker, explora os mecanismos cognitivos por trás desse comportamento, incluindo a “falácia dos custos irrecuperáveis” e outros vieses que influenciam nossas decisões. Ela argumenta que reconhecer quando desistir é crucial e que isso não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas sim como um ato de heroísmo.
Duke também enfatiza a importância de procurar orientação de um “mentor de desistência” neutro e sugere criar critérios de desistência antes de nos envolvermos profundamente em projetos. Além disso, ela destaca a história de três alpinistas que decidiram voltar quando perceberam que não alcançariam o topo do Everest a tempo, enquanto outros continuaram e enfrentaram consequências trágicas.
Em resumo, o texto aborda como estamos programados para persistir, mas também destaca a importância de reconhecer quando é heroico desistir, evitando situações prejudiciais ou perigosas.