Como psicóloga dedicada ao estudo do comportamento humano e suas interações com a sociedade, é uma satisfação apresentar a vocês uma pesquisa recente que despertou minha curiosidade e reflexão. A notícia intitulada “Padrão ou estereótipo? IA cria versões de mulheres mais atraentes de cem países”, publicada por Rafael Farias Teixeira na CNN Brasil, traz insights interessantes sobre a percepção da beleza feminina em diferentes culturas ao redor do mundo.
A pesquisa, conduzida pela StyleSeat, um marketplace americano para profissionais de beleza, utilizou o Midjourney, um gerador de imagens baseado em inteligência artificial, para criar representações visuais do que a empresa chama de “mulheres bonitas”. O desafio foi estabelecer instruções precisas e imparciais para o modelo de IA, a fim de obter resultados consistentes e livres de vieses.
A StyleSeat enfatiza que a compreensão da IA é derivada de dados de entrada humana, o que reflete as perspectivas culturais e sociais dos próprios seres humanos. Portanto, a intenção não é comparar a percepção da IA com a percepção humana, mas sim explorar se a IA pode replicar os diversos padrões de beleza interpretados pelas pessoas em todo o mundo.
O resultado desse experimento são 100 imagens que representam mulheres de diferentes países. Segundo Jessica Stewart, historiadora da arte, as imagens revelam uma variedade de mulheres com pequenas variações com base em sua origem étnica. É interessante observar que o Midjourney parece preferir uma aparência natural, retratando a maioria das mulheres com o mínimo de maquiagem e joias.
Embora haja uma falta de diversidade em termos de tipos físicos, com todas as mulheres retratadas sendo magras, é importante ressaltar que as diferenças étnicas são perceptíveis. Jessica sugere que as imagens produzidas pelo Midjourney representam um padrão de beleza estereotipado singular encontrado em cada país específico.
Para conferir as outras imagens geradas pelo Midjourney, recomendo visitar o site da StyleSeat, onde o estudo completo está disponível. Essa pesquisa nos convida a refletir sobre os padrões de beleza estabelecidos culturalmente e como a inteligência artificial pode reproduzi-los ou questioná-los. Como profissional da área da psicologia, acredito que é importante estarmos atentos a essas questões e promover discussões que contribuam para uma compreensão mais ampla e inclusiva da beleza feminina.
Fiquem atentos ao meu blog, onde compartilharei mais análises e reflexões sobre temas relacionados à psicologia e sociedade. Estamos juntos nessa jornada de conhecimento e compreensão do ser humano.
Os artigos e pesquisas mencionados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem necessariamente minha opinião profissional.